O Belo anunciou, em março, nas suas redes sociais a abertura de um concurso para criar um novo escudo alternativo do clube.

A proposta era bonita no papel: unir torcida, designers e diretores em torno de um símbolo alternativo que representaria o legado do Alvinegro da Estrela Vermelha.

Em abril, o prazo de inscrições se encerrou com um resultado surpreendente: mais de 300 propostas enviadas por designers de todo o país.

Esquecimento da proposta

Passados quase quatro meses desde o fim das inscrições, não ocorreu o planejado pelo clube. Na ausência do anúncio dos finalistas e da votação interna prometida, a proposta caiu em um silêncio total.

O que era para ser um processo colaborativo e transparente, capaz de gerar engajamento e pertencimento com a torcida, parece ter sido arquivado silenciosamente em algum canto da SAF.

É um contraste curioso com o timing do clube, seria justamente o momento ideal para capitalizar a novidade visual, lançar produtos, criar hype em cima de um símbolo novo casado com uma temporada de conquistas. No lugar, apenas a lista de candidatos publicada em maio.

A falta de identidade registrada

Esse descompromisso ganha outra camada ao lembrar do intuito dessa discussão. O Botafogo-PB nunca conseguiu registrar oficialmente seu escudo tradicional junto ao INPI. Esse impasse jurídico é o que empurrou o clube, nos últimos anos, a buscar alternativas:

  1. A estrela vermelha solitária.

  2. O concurso.

Ou seja, não se trata apenas de estética ou de marketing, há uma pendência real sem solução clara, se o concurso foi mesmo um "ensaio" para testar a repercussão de um novo símbolo junto ao torcedor, o resultado do teste parece ter ficado só entre quatro paredes.

O envolvimento da torcida em uma decisão simbólica cria expectativa, gera trabalho voluntário de dezenas de designers que investiram tempo e criatividade sem retorno. Além do desgaste da credibilidade de futuras iniciativas.